segunda-feira, 28 de março de 2011
Cinco anos, cinco segundos
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pra viver em paz
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O amor que te ofereço
(Lulu Santos)
sábado, 29 de janeiro de 2011
Sobre envelhecer
Eu quero tragar a vida como quem traga um cigarro, e me inflar da saúde que é viver. E de toda essa vida eu só quero boa memória, para ter a convicção que fui feliz.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Memórias
domingo, 2 de janeiro de 2011
Feliz ano velho

Hoje a saudade veio me visitar, às vezes acho que ela se mudou pra minha casa, e não pretende ir embora nem tão cedo. Ela tem um gosto doce à ponto de amargar, é felicidade misturada com tristeza, uma vontade infinita de reencontrar ela e dizer algumas coisas que faltaram ser ditas.
Quando eu era criança, minha família costumava viajar para o interior de São Paulo nos finais de ano para visitar meus avós, só que havia um problema: meus avós paternos moravam em um bairro e minha avó materna em outro bairro a 15 km, meu avô materno morreu antes de eu nascer. Revezávamos durante o Natal e sempre passávamos o réveillon no bairro da minha avó materna, pois lá era mais animado e os fogos de artifício duravam mais, eram simplesmente lindo. Eu sempre fui apaixonada pelos meus avós paternos, Dona Maria e seu Antonio Prates. Sempre existiu um amor enorme e um afeto infinito que nos unia feito pais e filho, talvez seja porque eles eram muito parecidos com os meus pais e para constar aqui: os meus pais são o maior amor da minha vida, as duas maiores pessoas do mundo, do meu mundo...
Noite de Réveillon, todas as crianças na rua, e os fogos começavam a alcançar o céu. Eu ficava paralisada com tamanha beleza, ficava completamente deslumbrada e poderia ficar ali durante horas, mas os fogos duravam apenas 5 minutos e eu precisava apreciá-los. O barulho me ajudava a ignorar tudo a minha volta, e durante os 5 minutos existiam apenas aquele céu lindo encantado pelas luzes e os meus olhos atentos. Depois da virada de ano meu pai ligava para os meus avós, que estavam em outro bairro, para desejar feliz ano novo, e sempre chamava minha irmã, minha mãe e eu para falar com eles no telefone. Eu nunca queria ir, queria ficar olhando para o céu até o ultimo vestígio de pólvora e fogo sumir. Às vezes eu até me distanciava dos meus pais para evitar toda aquela cerimônia. Mesmo amando meus avós eu sabia que iria vê-los no outro dia e poderia muito bem desejar feliz ano novo na manhã seguinte. Acontece que a criança fascinada pelas luzes não podia imaginar que nada dura para sempre, assim como os fogos, tudo um dia se apaga e o show termina.
Alguns anos se passaram, e minha avó, a mulher que eu amava sem medidas foi embora, morar em um lugar muito mais bonito que esse, e deixou em mim uma saudade sem fim. Mais alguns anos se passaram e eu descobri que meu avô paterno não era nada do que eu pensava, simplesmente uma pessoa sem escrúpulos e que eu me enganei durante toda a minha vida sobre ele. Desde então não viajamos mais no final do ano, e não há réveillon que eu não chore descompassadamente de saudade, de vontade de pegar o telefone e ligar pra minha avó, dizer que ela foi uma grande mulher, dizer que ela faz muita falta na minha vida e que os shows de fogos nunca mais tiveram tanta graça de quando ela ainda vivia.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Que haja amor

A vida é estranha, ou será que somos nós os estranhos na vida? Errando, errando e buscando coisas que nem sabemos o que é. Como se houvesse uma necessidade de não estar parado, e às vezes por esse motivo procurando nos encontrar, caminhamos até nos perder. Autoconhecimento é algo que eu não quero ter nunca, - me enlouqueceria - já me basta saber que estou aqui, que vivo e amo. Me satisfaz saber que o amor cabe em tudo, em tudo que sou, pois ao contrário de mim o amor nunca morre.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O Poeta

Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar. Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade. (Marcelo Camelo)
Eu que sempre fui o avesso de tudo
Eu que sempre fui uma parte do nada
Eu que por tanto tempo evitei o mundo
Eu que sempre me escondi nas palavras
Um acaso do coração, ou descaso da solidão?
Que mesmo amando tanto, sabe o que é não ter
E no paralelo de dois mundos há paixão
Na ausência de mim, existe um completo você
Se eu falar do sol e das estrelas
Que astro aos seus olhos poderia comparar?
Que mesmo tão distante brilhantes
Ainda assim, minha vida vem iluminar.
Quisera eu um dia ser palavra
E por suas mãos e coração virar poesia
Ser tragada inteira de corpo e alma
Beijar seus lábios, e ser rima em tua língua.
Faz-se em devaneios e delírios
É assim o poeta do meu coração
Loucuras, desejos e suspiros
Invada-me, feito poesia e canção
Eu trocaria tudo, trocaria o mundo
Só para por um minuto ter você aqui
Transpor-te das minhas poesias
E ao lado do poeta poder dormir
Os sonhos são vestígios de saudade
É preciso amor para costurar a solidão dos dias?
Para sucumbir com glória a infelicidade
Quem além do poeta para curar a minha vida?
PS: Para o grande Poeta.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Até um dia, meu melhor amor

Talvez aquele seja o último abraço, o ultimo olhar, o ultimo sorriso. Enquanto você existe as pessoas sempre se lembram do primeiro encontro com você, a primeira impressão que tiveram, mas quando você vai embora é o último olhar, a ultima conversa, o ultimo beijo que vai perpetuar em suas lembranças.
Talvez eu nunca mais te encontre, talvez eu esteja condenada a lembrar daquele seu ultimo olhar meio que ao acaso. Talvez não exista nenhum beijo seu para que eu possa lembrar e revive-lo na minha memória. Talvez aquele momento tenha sido a unica oportunidade que eu tive de estar com você. Eu deveria ter ditado meus pensamentos, deveria ter te abraçado tão forte a ponto de faltar o ar, eu deveria ter te convidado pra passar o resto da sua vida ao meu lado, eu deveria ter dito: Ei cara, você é o amor da minha vida e eu não posso te perder!
Eu vivi alguns anos, conheci algumas pessoas, e nos meus acréscimos finais você é a unica coisa que eu consigo pensar: o ultimo sorriso, o ultimo abraço, o ultimo olhar que o acaso me deu. Falta muito pouco para encontrar o desconhecido, ou somente dormir, e eu me pergunto: Porque eu não passei a minha vida com você? Talvez eu não estivesse agora nos acréscimos finais. Talvez tivéssemos nos mudado pra África, viajado do Aipó ao Chui. Talvez tivéssemos nos casado e tivéssemos lindos filhos. Talvez eu tivesse mais sessenta anos pra viver contigo, ao invés que somente algumas lembranças sua.
A gente passa a vida inteira procurando respostas para tudo, procurando felicidade, um amor de verdade, a solução para a humanidade, e quando a gente encontra vem a vida e diz: Pra que tudo isso boba, bastava você ter amado! Na maioria dos casos é tarde de mais e não há mais tempo para consertar as falhas, remendar os acasos e buscar os melhores momentos que às vezes deixamos de lado achando que fosse haver mais oportunidades.
Talvez de nada nessa vida eu tenha dado o meu melhor, mas é tarde, o sono já vem vindo. Eu não dei o meu melhor sorriso, eu não dei o meu mais forte abraço e nem o meu olhar foi capaz de te convencer a ficar por um mês, ou até mesmo só alguns dias, era só o que eu precisava, porque eu encontrei nos meus últimos dias de vida o que eu procurei a vida toda.
Até um dia, meu melhor amor...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Sempre foi você
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
CO²

segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O "para sempre" nem sempre acaba
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Está tudo torto, não tem nada bem, mas ainda assim eu fico feliz de saber que o "para sempre" nem sempre acaba. Que apesar da quantidade de merda que eu fiz, e quão errada eu seja, existe uma certeza: todo o amor que eu sinto por você e que não vai mudar nem que eu perca esse coração.
Eu não sou um tipo de pessoa que alguém deva ter por perto, e por isso, independente de qualquer coisa, de qualquer caminho que a vida nos leve, saiba que você é a melhor coisa que eu já tive um dia, você foi a parte mais importante e feliz do meu "meio", acredite!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eu já morri algumas vezes

domingo, 10 de outubro de 2010
O que faltou dizer

sábado, 9 de outubro de 2010
De tanto te amar

domingo, 26 de setembro de 2010
O HERÓI DE MENTIRA

"Você marcou na minha vida, viveu, morreu na minha história. Chego a ter medo do futuro e da solidão que em minha porta bate... E eu! Gostava tanto de você" (Édson Trindade)
E quando foi que você mudou de casa e plantou no meu vazio a saudade? Quando foi?
Eu esperei você até o ultimo segundo, sentada na soleira da sua casa, como uma mobília velha que você deixou pra traz. Esqueceu de me contar a verdade e dizer que você nunca soube voar, que nunca teve super poderes, que era como todos os outros caras, e até um pouco pior.
Você me colocava no teu colo e me contava histórias e eu te achava o maioral, o maior herói de todos. Eu acreditei nas tuas mentiras...
Eu estou com raiva, e eu sei que a culpa é só minha, talvez se eu tivesse esperado nada de você, você teria me atendido. Eu deveria ter soltado a sua mão logo quando aprendi a caminhar, ao invés de continuar segurando ela só para admirar a sua companhia e toda a sua proteção. E agora o que eu faço se o herói de mentira mora em todas as minhas lembranças inesquecíveis, na minha história. Eu quem deveria ter super poderes e ter descoberto desde o inicio que o meu herói não passava de um farsante. A culpa é minha, eu sei.
Estou tão decepcionada comigo, como se todo o resto da minha vida também fosse mentira. Eu não acredito mais em você, falso herói, e não acredito em mais ninguém. Eu preferiria que você tivesse morrido, mesmo sabendo que heróis nunca morrem, do que saber que o herói nunca existiu.
Porra cara! Eu te amava, e você me deixou aqui com o vazio. O vazio das lembranças de mentira que você me deu. Obrigado falso herói, por ter sido mais um cara idiota que eu conheci...
Obrigado grande Felipe Braga, por me incentivar e ser alegria e inspiração até nos meus dias tempestuosos.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Quando eu partir

sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Borboletas em seu Jardim

Não chore minha criança, a dor vai passar
Quando o silêncio tocar seu peito cansado
Quando eu lhe cobrir com meu manto sagrado
Não haverá mais motivos para chorar.
Haverá borboletas em teu jardim
Caminhará apenas por entre amigos
Plantei flores coloridas e jasmim
Chamar-te-ei de meu filho.
Não temas minha doce criança
Eu sempre seguro tua mão
Nem por um segundo perca as esperanças
Mesmo que a angustia aperte teu coração.
Minha criança só queria brincar
Esconde-esconde ou pega-pega
De amarelinha, pula corda,
Ser livre e ter a graça de sonhar.
Minha criança de luz e de céu
Que o senhor da guerra quis um dia abraçar
Mas sou quem fez tua morada de estrelas
Para com a vida eterna vir morar.
"A morte está longe de ser o limite da dor"
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A melhor parte de mim.

Se eu pudesse fazer a vida como em um poema e findar apenas o que nos convém. Se eu pudesse imortalizar o brilho do seu olhar como em uma fotografia, e ser sua eterna refém. Se eu pudesse congelar o tempo enquanto ele escorre pelos nossos dedos. Se eu pudesse gritar que te amo, e te fazer esquecer todo o medo... Juramos inúmeras vezes jamais esquecer, aquilo que ninguém sabe, que ninguém vê, mas que mantenho intocado dentro do meu ser. Se eu pudesse viver isso para sempre, mas sei que vai ser só na minha mente, quando se esquecer do meu amor. Você vai ser sempre a melhor parte de mim, que um dia descobri assim, feito uma estrela que cai do meu céu, para me apresentar o céu aqui. E eu faço, e me refaço em pedaços para te fazer ver que é verdade, a única verdade em mim, que eu conto todos os dias fingindo ser mentira para um dia suportar o fim.Eu te amo de todo meu coração.
sábado, 31 de julho de 2010
Entre a alma e o 25° Andar

E enfim eu morri, morri no abraço que não dei, na palavra amiga que não falei, no beijo esperado que não provei. Morri como flores no inverno, e assim nasceu um alguém que não agrada ninguém, só o ego infinito em mim.
Matei as flores e as cartas, matei quem eu cativei, matei os sonhos e tudo que foi belo, fiz isso para evitar a dor, fiz para ser forte, mas quem disse que força é sinal de felicidade? Deveriam ter avisado antes que tudo estivesse morto e nem tanto enterrado. Eu matei quem fui e quem amei, agora eu sou o tudo de nada, o que não agrada. Sou parte da estrada sem fim, sem final feliz. Sou um monte de roxas que ainda chora, sou o silêncio das notas que cessaram em luto do que fui um dia.
Deveriam ter avisado antes do suspiro final que eu nem era tão ruim assim, deveriam ter avisado que gostavam de mim, antes que eu matasse tudo que eu fui.
Pedra não abraça, gelo não respira, aço tem um gosto ruim para beijar, minha alma pulou do 25° andar. Morri para a eternidade, acordei para o infinito mortal e sem coração.
Deveriam ter avisado antes que eu fechasse os olhos e pulasse para o infinito, que fortes também choram a noite sem ninguém para abraçar.





